quarta-feira, 11 de setembro de 2013
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Você sabia do sabiá?
Você sabia do sabiá
O Sabiá-laranjeira (Turdus
rufiventris) é uma ave do grupo dos passeriformes da família Turdidae
encontrado em todo Brasil exceto na região norte. Tem como habitat desde áreas
de Mata Atlântica, cerrado a áreas antropizadas, sendo uma das aves mais comuns
nos centros urbanos, que encanta a todos pelo seu belo canto, sempre a primeira a ser ouvida.
Contudo o sabiá e eternizou mesmo
nas palavras de Antônio Gonçalves Dias (-1823-1864) “Minha Terra tem palmeiras
onde canta o sabiá; As aves que aqui gorjeiam não gorjeiam com lá” Estas belas
palavras somadas ao belo canto da ave fez do sabiá a ave símbolo do Brasil em
1968, durante a audiência da Associação de Preservação da Vida Selvagem. Sob as
solicitações de Dalgas Frisch, um dos mais importantes ornitólogos do nosso país, o sabiá-laranjeira passou a ser a ave símbolo do Brasil através
do decreto nº 63.234 e a data 5 de outubro o dia da comemoração.
Mas o curioso que até então a ave
ainda não tinha o nome popular e nem científico oficializado e só 17 anos
depois o ornitólogo H. Sick, outro grande nome da ornitologia, através de uma revindicação ao então presidente
José Sarney retificou o decreto e o nome sabiá-laranjeira foi decidido, porém ainda
faltava o nome científico. Novamente Dalgas
encabeçou uma campanha com apoio do escritor Jorge Amado, defendo o nome
de Turdus rufiventris (Latim Turdus =
sabiá, rufus= vermelho ventris,
venter=barriga ou seja, sabiá da
barriga vermelha) e também para
oficializar a ave como a ave símbolo do Brasil.
Em 2002 houve uma enquete na
internet de qual ave deveria ser a ave símbolo do Brasil; A araruba (Aratinga
guarouba) com suas cores brasileiras ou o sabiá a ave do coração e da alma dos
brasileiros? E com 91,7% o sabia-laranjeira foi escolhido. Diante desta
incontestável preferência, Dalgas Frisch, acompanhado dos seus amigos Silvestre
Gorgulho. Diretor da folha de Meio Ambiente e do Jornalista Ciro Porto, vice-presidente
da Associação para a Preservação da Vida Selvagem (APVS) foram buscar apoio do
governo federal para fazer do sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) a Ave
nacional. Após algumas reuniões e indagações o apelo foi atendido.
No dia 3 de outubro de 2002, antevéspera
do dia da ave o então Presidente Fernando Henrique Cardoso, através de um
decreto oficial intitulou o
sabiá-laranjeira como a ave do Brasil e o dia 5 de outubro como o dia da ave.
Esta bela ave faz parte da história do nosso país e da nossa cultura, cuidar bem dela é cuidar também da nosso patrimônio e do nosso bem estar, quem ouve essa bela ave cantarolando sabe o significado dessas palavras.
Esta bela ave faz parte da história do nosso país e da nossa cultura, cuidar bem dela é cuidar também da nosso patrimônio e do nosso bem estar, quem ouve essa bela ave cantarolando sabe o significado dessas palavras.
SIGRIST, Tomas, Avifauna
Brasileira-Guia de Campo Avis Brasilis, São Paulo, 2013.
FRISCH, Joham, Aves Brasileiras e
Plantas Que as Atraem, 2005.
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| Sabiá-laranjeira vocalizando |
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| O sabiá-laranjeira tanto pode ser encontrado em áreas silvestres como em áreas urbanas |
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| Catando gravetos para o ninho. |
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| Existem outras espécies de sabiás, somente o sabiá-laranjeira tem essa plumagem avermelhada. |
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| Não há dimorfismo entre o macho e a fêmea, a fêmea também canta numa frequência menor que o macho |
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| Sabiá-laranjeira com leucismo, que é uma particularidade genética que pode ocorrer na espécie. |
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Em algum lugar de Caldas
Fazenda da Cachoeira, um
testemunho vivo da história de Caldas.
A história da colonização do
município de Caldas começou com a criação de gado, a princípio criado como
moeda de troca e posteriormente para a ordenha e corte, assim começou os
primeiros movimentos da economia do município, sempre tendo o gado e os campos
naturais como sustento para esses animais. Tudo isso começou a bem mais de 200
anos atrás, testemunhos vivos dessa época seria então impossível¿ Não, na
Fazenda do Retiro! Uma fazenda que nos leva a uma verdadeira viagem ao passado.
Imagine uma fazenda, com base de
pedras, paredes de pau a pique, a seu redor um enorme curral de pedras e
madeiras e pequenas casinhas, também de pau a pique para guardar mantimentos,
paiol de madeira, com chiqueiro embaixo, claro também de pedras feito por
escravos! E tudo mais como casa de colono, roda d’água para gerar energia,
mujolo para fazer canjiquinha e por aí vai. O tempo já corroeu boa parte destas
benfeitorias, mas uma considerável parte esta lá intacta, como há 124 anos. A
Fazenda não é a mais antiga do município, existem outras ainda mais ancestrais,
como a Fazenda Ribeirão Fundo que também ainda esta de pé em pleno vapor e é
datada de 1851 e há ainda outras mais antigas como a Fazenda do Capivari. Mas o que
chama a atenção na Fazenda da Cachoeirinha é o modo como tudo é feito,
principalmente o retiro ainda manual, com vacas, guzerás e caracus que segundo
o Sr, Virgilio herdeiro da fazenda, essa espécie de gado foi escolhida devido à
resistência e por se adaptar melhor aos campos naturais. Virgilio é filho do
Antônio José melo, o saudoso Toquinho que adquiriu a fazenda de um tio avô,
Pedro Severiano França (Pedro Cuta), o fundador da fazenda em 1889.
O dia na fazenda começa no raiar
do dia, as vacas estão soltas pelo pasto, boa arte ainda campos naturais. O
cachorro e os gritos do Sr. Virgilio e seu enteado e braço direito “Dione”
trazem elas até o curral. Os bezerros estavam em outro pasto, mas nessa hora já
estão berrando ao redor esperando pelo leitinho_ Uma teta cheia de leite, essa
é forma de partilha, três para o retireiro e uma para o bezerro, parece injusto,
mas, é mais que suficiente para saciar a fome do bichinho.
Os bezerros são amarrados nas
patas dianteiras da vaca, o leite é retirado num balde, vaca boa enche o balde
de 12 litros. Se a vaca for de primeira cria e ainda não estiver acostumado com
a rotina do retiro, usa-se o cambão, que é uma madeira com uma corda na ponta
usada para amarrar a vaca enquanto o vaqueiro a segura em outra ponta. Tem que
ter braços fortes e coragem para segurar a vaca com seus chifres afiados, essa
casta de vacas é conhecida pelos enormes chifres encurvados, na fazenda esses
chifres que são preservados ao contrário de outras fazendas onde as vacas são
escornadas para evitar acidentes e facilitar o manejo.
Como em qualquer retiro, há
sempre uma garrafa de café com uma caneca que pelo menos em dois intervalos da
ordenha é cheio com leite retirado na hora, literalmente aos pés da vaca. Outra
cena no mínimo inusitada, para quem nunca acompanhou um retiro é o banco de
madeira, amarrado por uma borracha ao corpo do retireiro, assim ele nunca cai,
mesmo que a vaca se movimente.
Segundo Virgílio, a fazenda
intercalou a venda do leite in natura com a produção de queijo no decorrer dos
seus 124 anos de existência. No entanto, a forma de produção nunca se alterou,
houve os momentos de auge da fazenda, quando tinha no mínimo três famílias de
colonos que viviam e trabalhavam na fazenda, eram mais de 150 vacas, para ser
ordenhadas, manejadas e apartadas e havia ainda os trabalhos intrínsecos de uma
fazenda. Hoje somente dois são mais que o suficiente para cuidar das 40 vacas
restantes. Embora o trabalho ainda seja muito, boa parte do trabalho que antes
era feito manualmente na fazenda, hoje é mecanizado, ou mesmo produtos que
antes era cultivado, colhido e beneficiado na própria fazenda, como o arroz,
por exemplo, que era colhido e limpo ali mesmo no mujolo, hoje é adquirido no
mercado já limpo, pronto para o preparo. Muita coisa mudou no decorrer da
história da fazenda, assim como, tudo muda, mas testemunhar uma forma de
trabalho que atravessou o século sem nada mudar é no mínimo uma experiência
enriquecedora e que nos leva a mudar a percepção do olhar e do pensar em
relação à cultura, tecnologia e consumo.sexta-feira, 9 de agosto de 2013
1º Workshop de Fotografia de Natureza e Técnicas de Levantamento de Aves e Mamíferos
O fotógrafo Ederson Godoy e o
biólogo Eric Williams com apoio da Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas
realizarão em data a ser definida, provavelmente outubro, o primeiro Workshop
de Fotografia de Natureza e Técnicas de levantamentos de Aves e Mamíferos.
No Workshop serão oferecidas
vivencias de campo tanto de fotografia de natureza, como de trabalhos de
levantamentos de aves e mamíferos. O participante terá contato direto com os
equipamentos, técnicas, normas, conceitos e tudo mais que envolva trabalhos em
campo da área de fotografia de natureza, observação e levantamento de aves e
mamíferos. Sob a orientação do biólogo e ornitólogo Eric Williams e do fotógrafo
e técnico em meio ambiente Ederson Godoy.
O Workshpo será oferecido no
espaço do Jardim Botânico de Poços de Caldas, dia 14 de setembro de 2013, sábado. . Por
ser um curso introdutório o valor da inscrição da primeira turma será
simbólico, quinze vagas serão oferecidas, com possibilidade de novas turmas,
lembrando que somente a primeira turma pagará com descontos. No final curso
cada participante receberá um certificado de participação assinado pelos
responsáveis do curso. Poderão participar do curso estudantes, profissionais da
área ambiental, fotográfica e demais interessados.
Caso tenha interesse em
participar entre em contato com a equipe organizadora, as turmas serão fechadas
a partir de 10 participantes, garanta já sua vaga e vivencie um dia de
experiências enriquecedoras e inesquecíveis.
Contatos: fones: (35) 9135-7012 (vivo) 9250-8767 (Tim) 8806-9189
(Oi)
E-mail: verdenovo22@hotmail.com
/ fotografoedersongodoy@gmail.comObs: Não é necessário ter máquina profissional!
domingo, 4 de agosto de 2013
Como os grandes temas da Fotografia de natureza pode despertar o olhar para as questões ambientais.
Não
encontrei na literatura brasileira grandes referências que comprovem a
importância da fotografia frente às questões ambientais e de como o olhar
fotográfico pode colaborar para a preservação ambiental, no entanto, diversas
literaturas citam o uso da fotografia em pesquisas, educação ambiental, perícias
ambientais e diversas outras aplicações, para BORGES et al (2010) visão
é um dos sentidos mais importantes nos humanos e, por isso, a fotografia pode
ser uma excelente opção para driblar a falta de recursos na educação ambiental,
sensibilizando e ensinando por meio de sua informação e beleza. COLOMBINE
(2009) entende que “quem convive com a natureza sabe que estamos sujeitos a ela
e podemos amenizar suas forças, mas ela é sempre superior a nós.” Essa visão
contrapõe o antropocentrismo e põe em cheque a dependência que temos da
tecnologia nos dias atuais que dependem diretamente dos recursos naturais e que
por muitas vezes esse fato passa despercebido das nossas concepções.
Dentro destas definições
abordarei a importância da fotografia para a preservação, conscientização e
interação ambiental levando em conta meu conhecimento empírico e minhas
experiências como fotógrafo e educador ambiental.
Paisagens
| As se mostram diferentes dependendo da hora do dia até mesmo em diferentes estações do ano. (pôr do sol, Tripuí, Caldas, MG) |
| Nascer do sol (Serra do Papagaio, Aiuruoca, MG) |
O fotógrafo que fotografa
paisagens tem que ter um conhecimento básico de luz natural, ou seja, tem que estar
com os olhos atentos ao clima, o movimento do sol, da lua, das sombras, das
nuvens e tudo mais que possa influenciar na composição e exposição das suas
imagens sendo assim, aprenderá respeitar o tempo e compreender melhor o clima e
sua influência direta e indiretamente sobre a paisagem.
Outro ponto crucial para imagens
belas de paisagem é seu estado de preservação, assim como a harmonia dos seus
componentes, como: montanhas, rios, florestas e tudo mais que constroem o
cenário a ser fotografado, obviamente que para obter uma boa imagem todos os componentes
têm que estar “comunicando” e se interando, sendo assim, o fotógrafo não só
entenderá melhor sua paisagem do ponto de vista estético como também do modo
funcional, compreendendo melhor os nichos ecológicos e as reais ligações da
teia da vida.
Mamíferos
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| Alguns gestos animais são muito parecido com os dos humanos |
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| Outros já chamam a atenção devido justamente por serem capazes de fazer coisas impossíveis as humanos |
Primeiramente é bom deixar claro
que o termo, mamíferos, obviamente refere a todos mamíferos, no entanto, esse
grupo difere bastante em diversos aspectos como hábitos e habitat (mamíferos
terrestres, aquáticos, noturnos, voadores etc...), tamanho, cores e formatos
etc...
Mas esse grupo em especial é um
grupo que sempre chama bastante à atenção dos humanos até porque também somos
mamíferos sendo assim há algumas características em comum, antropomorfias. Conforme
define Marigo (2013) “Antropomorfizar os animais e plantas é uma maneira de
identificar os homens com os seres naturais.” Como é sabido que tudo aquilo que
identifica-nos, nos cativa e tudo que nos cativa é protegido. Sob essa
perspectiva fotografar mamíferos elevará nosso conhecimento sobre, este
conhecimento aliada a afinidade e similaridade que temos por este grupo,
automaticamente seremos mais responsáveis pelo bem estar e a preservação, o que
indiretamente nos fará mais zelosos pelo meio ambiente.
Outro ponto a ser considerado é
que quem fotografa mamíferos necessariamente tem que entender algumas regras da
natureza, assim como estar com o olhar aguçado para identificar pegadas e
sinais que levam o fotógrafo a seus objetivos, sendo assim, obrigatoriamente o
fotógrafo de mamíferos deve se sintonizar com a natureza, por tais motivos um
fotógrafo que procura mamíferos será um defensor e preservador dos recursos
naturais.
Aves
| Este ninho de tucano foi encontrado devido ao "barulho" dos filhotes |
Um fotógrafo ou observador de
aves necessariamente tem que ter dois sentidos bem desenvolvidos e treinados
para achar, observar e\ou fotografar aves, são este o ouvido e a visão. Na
grande maioria é mais fácil a ave ser ouvida do que visualizada, quer por seu
tamanho, quer por seus hábitos e preferência por habitat de difícil acesso as
humanos como copa das árvores por
exemplo.
Sendo assim um observador de aves
tem que estar em total sintonia com o ambiente em que procura a ave, essa
sintonia levará o observador as minúcias da natureza ao um contato intimo e
delicado, ou seja, não há como um fotógrafo de aves não ser um conservador e
admirador da natureza.
Répteis
| A pele fria e pegajosa dos anfíbios causam nojo e seus formatos estranhos causam medo, no entanto, são animais inofensivos. |
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| Serpentes venenosas diferem morfologicamente das inofensivas. |
Este grupo esta entre os que mais
sofrem preconceitos dos humanos, a cultura humana prega isso de diversas
formas, como por exemplo: “A cobra é símbolo do mal e do pecado”; Os sapos são
feios”; “Toda cobra é venenosa.” Estes ditos populares e crenças infundadas
levam crianças e adultos a odiar e ver estes inocentes bichinhos como inimigos.
Como em todos os grupos, quem vai
à busca destes para fotografar, automaticamente descobrirá que nem toda cobra é
venenosa, e mesmo as venenosas não irá nos oferecer perigo a não ser que
inflijamos alguma regra da natureza. Também descobrirá que os sapos e os demais
como pererecas e rãs, tem sim sua beleza e suas excentricidades, e, que por
sinal são fotogênicos e rendem lindas imagens.
Outro ponto crucial é que este
grupo requer obrigatoriamente na grande maioria ambientes bem preservados, ou
seja, quem quer trabalhar com este grupo, que é dos mais gratificantes, necessariamente
deverá ser um defensor tanto do grupo como da natureza, consequentemente será
um ator em favor as questões ambientais.
Temas aquáticos
| O registro dessa imagem só foi possível porque a água era límpida e sem poluição |
Como aprendemos já nos primeiros
anos escolares a maior parte do planeta é composta por água, em suas diversas formas,
água doce (rios, lagos, represas...) águas salgadas (mares e oceanos) e
geleiras. Consequentemente a água é berçário de diversas formas de vida, sendo
algumas exuberantes. Infelizmente estes são um dos ambientes que mais sofrem
com a degradação e poluição.
Desta maneira todo aquele que tem
como objetivo fotografar os componentes deste tema primeiramente terá que ser
um conservacionista, até porque não é possível fotografar o subaquático de um
rio se este estiver poluído, como também não encontrará vidas dentro destes se
não houver condições favoráveis.
Insetos
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| Não existe outro reino com tantas variações, este reino é um dos mais gratificante aos fotógrafos |
Embora este seja grupo de animais
mais abundante da terra, correspondendo mais de 85% de todas as espécies de
animais conhecidos esse é um dos grupos menos protegidos do planeta, você já
ouviu falar em alguma ONG ou qualquer tipo de instituição que defenda esses
bichinhos? Mas com certeza já ouviu aquela expressão pejorativa “Você é um
inseto!”.
No mundo fotográfico a fotografia
de insetos, embora desafiadora, é um dos ramos da fotografia de natureza que
mais causam admiração das pessoas, a explicação é simples é um mundo que não
conhecemos e tudo o que for mostrado desse mundo nos causará espanto e
admiração. Desta maneira, o fotógrafo de natureza será um excelente ator social
frente à preservação ambiental e compreenderá o quão importante esses bichinhos
são à manutenção do equilíbrio do planeta.
Plantas
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| Plântula de Amarillis |
Mochoqueiro
Plantar é o símbolo da prosperidade, colher nos remete a fartura e o verde é a símbolo da preservação, note que as plantas são mais do que componentes ornamentais, são vitais ao equilíbrio do planeta. Se na natureza são abrigo e fonte de alimentos, para os seres humanos seus benefícios são imensuráveis.
Aquele que fotografa uma planta
sabe que esta também dará a possibilidade de fotografar os outros grandes
temas, as plantas são a base para a salubridade do planeta, sendo assim, é um
dos elos mais importantes da teia da vida.
Referências
BORGES, A
fotografia de natureza como Instrumento para educação ambiental, 2010, SC.
MARIGO, Fotografe, nº 198, pág
84, 2012
COLOMBINE, Fotografia de Natureza
Brasileira, 2009, SP.
FOTOGRAFE, Fotografia de
Paisagem, 2013.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Beleza
Estamos vivendo numa época de
aparências, onde a beleza se tornou o fundamento existencial, mas, a final, o
que é a beleza? Existe um padrão de beleza? Existe algo mais bonito do que
outro?
Na natureza a beleza é funcional
e vital, as flores são belas para atraírem polinizadores e assim a beleza é um
artifício para continuação da espécie, no entanto, nem todas as flores são
belas, coloridas e cheirosas e mesmo assim tais plantas sobreviveram e se
multiplicaram através das eras, como as pteridófitas (grupo das samambaias),
por exemplo, que não possuem flores. Ou seja, a beleza é essencial sim, mas não
é o único artifício.
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| A beleza é um artificio, mas não é o único |
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| A vida assim como a beleza passa por ciclos |
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| A beleza não esta limitada aos dias de sol |
No mundo fotográfico a beleza
também é primordial, isso não quer dizer que somente as coisas belas devem ser
fotografadas. A beleza na fotografia consiste na boa técnica, na exposição
correta, na harmonia, no equilíbrio, nas sutilezas, no olhar, na verdade e por
aí vai...
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| Coisas simples podem ser mostrar belas... |
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| A beleza não se limita a algo, mas pela composição... |
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| Na natureza o belo pode ser eterno, como pode durar apenas alguns segundos |
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| A beleza pode ser apenas um ponto de vista, não há padrões.. |
Não há uma regra fixa para a
beleza, tudo é belo, mas nem toda beleza é visível aos olhos. Numa concepção
pessoal considero o belo como aquilo que é verdadeiro e nisso a natureza
satisfaz meios conceitos, não há uma forma, padrão ou receita para o que é belo
na natureza, e mesmo assim a natureza é perfeita e verdadeira. Creio também que
devêssemos aprender com a natureza e não nos fissurar tanto em padrões de
beleza impregnados e patrocinados sempre por produtos e pelo capitalismo, as
coisas são belas como elas são se não houvesse maquiagem ainda assim todos
seriam belos, mas já que maquiagens existem, sim, porque não usar? O problema é
quando somos usados e manipulados devido às essas belezas artificiais.
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| O que é belo é belo em qualquer momento sob qualquer circunstância. |
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| O belo pode ser o inusitado. |
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| A beleza manifesta aos olhos é efêmera. |
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| A beleza não se limita as flores... |
Em fotografia também existe
maquiagens, “retoques e correções” sim, porque não usar? Mas, creio que
manipulações e exageros não correspondem à verdade e não é papel do fotógrafo
fazer isso. A arte da fotografia consiste em retratar a verdade e sua arte deve
consistir em criar “pinturas, abstrações e expressões” a partir do real e toda
manipulação deve consistir na técnica.
O esteticismo em qualquer área é
valido e sim deve ser explorado, se na natureza é vital à preservação e
continuidade das espécies, nas sociedades é um grande nicho de mercado que
movimenta bilhões. No entanto, a beleza não consiste apenas nos olhos até
porque toda beleza manifesta aos olhos é efêmera: uma flor murcha e perde suas
cores tornando assim uma semente que se tornará uma árvore, da mesma forma
nossa aparência e existência passa por ciclos e nos dois casos não há uma fase
mais bonita que outra, mas sim, as belezas são funcionais a cada fase.
Prender-se numa dessas fases é deixar de viver a vida e a vida são ciclos e sem
ciclos não há vida. E isso é belo...
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| Claro! Tudo é um ponto de vista! |
terça-feira, 16 de julho de 2013
Coleta de Pteridófitas da Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas
A FJBPC abriga a maior coleção de Pteridófitas (Plantas vivas) do país, para aumentar o conhecimento sobre esse grupo o Biólogo Eric Arruda Willians esta fazendo coleta para exsicatas, fazendo com isso que se estabeleçam os propósitos do Jardim Botânico de Poços que é incentivar a pesquisa e proporcionar material para Educação Ambiental, além de manter exemplares da nossa flora para possível multiplicação e recuperação de áreas degradadas .
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| Eric Arruda e estagiário Paulo buscando plantas férteis |
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| Anotações de Campo |
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| Preparo das exsicatas |
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| Identificação das plantas |
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| Identificando as plantas |
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| Pteridófitas |
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| Pteridófitas férteis |
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| Pteridófitas férteis |
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