terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Fotografias de Cogumelos


Para os fotógrafos de natureza os meses chuvosos pode ser entediante, pois além da chuva já ser uma empecilho natural aos equipamentos e a própria logística, há ainda uma perda considerável de motivos, principalmente da fauna que se entoca.  No entanto, há alguns grupos que os meses chuvosos são propícios, como os anuros, por exemplo. Mas se quer algo mais fácil e menos ágil tem os cogumelos que são macrofungos, na grande maioria saprófitos ou micorrízicos, ou seja, fungos decompositores de madeira, por exemplo, e os micorrízicos que são aqueles estabelecem relações de simbiose, como em raízes. Estes são os fungos fotografáveis, pois o reino fungi é numeroso, que pode habitar desde á objetiva da sua maquina até entre os dedos do seu pés.
Mas, deixando a biologia de lado, fotografar cogumelos tem lá suas vantagens como também tem seus empecilhos, talvez a primeira grande vantagem seja a sua diversidade e a razoável facilidade em encontrá-los que se contrapõe ao tempo de suas vidas, já que são mais abundantes nos meses chuvosos, isso falando para a região sul e sudeste do Brasil, pois se beneficiam de umidade e calor, já na região norte esse problema não existe, já que calor e umidade é uma constante.
Outra vantagem dos fungos é que são praticamente estáticos, permitindo assim exposições mais longas, já que na grande maioria encontram-se dispostos em solos florestais com pouca iluminação, há ainda o desafio de fotografá-los em meio a galhos podres e folhas mortas, atrapalhando ou ajudando na composição e enquadramento. A dica é usar um tripé leve, maleável e que consiga deixá-lo a poucos centímetros do chão, o ideal é sempre alinhá-los a objetiva, fotos de baixo para cima também é interessante para algumas espécies.
Outra questão a enfrentar é o tamanho, que pode variar de alguns milímetros a vários centímetros, por isso uma objetiva macro 100 mm ou 50 mm é sempre recomendável, conciliada com aberturas menores, entre F8 à F22, o que novamente remete a velocidades mais baixas, reforçando o uso de tripés. Outra opção é usar flash, neste caso é bom usar rebatedores que pode ser uma simples folha de papel em branco para iluminar as partes inferiores, principalmente aqueles conhecidos como cogumelos de chapéu. O flash também é indicado em casos de contraluz.
Quando se fotografa fungos há outra discrepância; possivelmente fará registros únicos, ainda “indocumentados” se por um lado isso é bom por outro há o problema de identificá-los e até mesmo de dar uma finalidade a estas imagens, daí entra a imaginação, pesquisas e se possível uma parceria com um especialista.
Um mundo literalmente quase que desconhecido, cheio de cores, formas e tamanhos, estão por aí, prontos para ser desvendados, fotografados e documentados. Assim que a chuva der uma paradinha corra até o quintal, a mata mais próxima e se delicie no mundo dos duendes.

Tabela de prós e contras

Prós
Contras
Dicas
Abundantes
Vida curta
Aproveite as temporadas
Imóveis
Dispostos em locais com pouca luz
Use tripé
Diversificados
Dispostos em locais de difícil acesso
Use flash e rabatedores
Pouco documentados
De difícil identificação
Associe a um especialista\ pesquise
Atraem insetos
Insetos minúsculos
Uso de objetivas macros
Vários tamanhos
Grande parte são minúsculos e delgados
Uso de objetivas, macros, diafragma fechado, baixa velocidade, foco manual

Obs: Se você é um especialista e consegue identificar as espécies abaixo entre em contato para uma futura possível publicação científica. 

Veja também matéria publicada no Site do Terra da Gente:
http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2016/02/cogumelos-da-reserva-de-pedra-branca-chamam-atencao-da-ciencia.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

Clathrus columnatus 
Clavaria zollingeri 
Collybia sp 
Cyathus striatus










Cookeina sp


Marasmius sp























































































































































quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Vai casar?

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sábado, 26 de dezembro de 2015

Vídeo Institucional da Fundação Jardim de Poços de Caldas

A Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas, tem 13 anos de existência sendo uma instituição publica com independência e autonomia própria, no entanto ainda é desconhecido de muitos e mesmo para alguns que conhecem não compreendem como funciona, seus propósitos e metas, para isso preparamos o vídeo no linque abaixo, para responder perguntas como estas:
O que faz o Jardim Botânico de Poços de Caldas? Como funciona? Quais são suas metas e missões?


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Bastidores do Programa do Terra da Gente realizado em Caldas, MG - Caminhos de Regnell



    Entre os dias 08 e 11 de dezembro de 2015 a equipe do Terra da Gente do grupo EPTV, filial da Rede Globo, esteve em Caldas, MG para contar a história do Médico e Botânico, sueco Anders Fredrik Regnell, conhecido na Região como Dr. Regnell.

    Esse grande naturalista é um dos grandes nomes da botânica mundial, viveu e morreu na nossa região, especificamente em Caldas, se você não sabe a história dele e não conhece as belezas naturais do município em especial a Pedra Branca, não perca o programa que deverá ir ao ar nos primeiros meses de 2016. Aguardem, vão se surpreender com belas imagens e com a história do naturalista

   Foi uma grande honra participar  juntamente com a equipe técnica da Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas, Eric williams e João Paulo Braga e o jornalista Roberto Tereziano.  Também ajudei contar essa história que tenho certeza que vai surpreender muitos caldenses com tantas riquezas culturais e ambientais, que foram muito bem mostradas pela equipe do Terra da Gente, aguardem...


Cinegrafista Devanir Gino

Subida para a Pedra Branca

Gino Gravando espécie ameaçada de extinção, Sinningia striata

Equipe no alto da Pedra Branca, Caldas, MG

O Biólogo Eric Williams e o repórter cinematográfico Eduardo lacerda 

Alto da Pedra Branca, após chuva

Beija-flor-de-orelha-violeta polinizador da da Sinningia striata

Eric Williams e Gino gravando avifauna em Caldas


Equipamentos pesados

Túmulo de Regnell, cuja a história vai ser contada no programa

Equipe do Terra da Gente gravando em Pocinhos do Rio Verde, Caldas, MG.

Pedra Branca, debaixo de chuva

Equipe fazendo cenas da Chuva

Fazendas antigas da Região de Caldas

pôr do sol, Caldas, MG. 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Participação no Terra da Gente

Ronaldo de Oliveira, Marcelo Ferri, Christopher Loiola, Ricardo Teixeira, Renato Gaiga e Ederson Godoy


Em Outubro de 2015, a equipe do Terra da Gente do Grupo EPTV, filial da Rede Globo esteve em Poços de Caldas, MG, gravando nos principais pontos turísticos e naturais do município, afim de mostrar as belezas naturais da região, principalmente no que se refere a avifauna e herpetofauna. Os guias da expedição foram os biólogos e herpetólogos Renato Gaiga e Christofer Loila para mostrar os anuros endêmicos do Planalto de Poços. O Geólogo e ornitólogo Lucas Maure e eu ficamoss responsáveis de mostrar a avifuana.
Devido ao período de ninhagem das aves conseguimos flagrar poucas espécies nas gravações, mas, como tinha alguns registros estes foram cedidos para complementar a matéria, uma grande honra ver minhas imagens sendo exibidas num programa de grande audiência como O Terra da Gente.
Também foram realizadas gravações na Fundação Jardim de Poços de Caldas, onde o foco foram às espécies da flora do Planalto ameaçadas de extinção, como a Sinningia Striata e a Phlegmariurus regnelli, encontradas principalmente na Pedra Branca, na vizinha Caldas, MG.
A matéria ficou muito interessante, nossas riquezas ambientais foram devidamente mostradas graças a competência da equipe do TG, entre eles o repórter cinematográfico Marcelo Ferri, o Câmera Ronaldo de Oliveira o auxiliar de luz Ricardo Texeira, os apresentadores Ciro Porto e Daniela Lemos e todos os outros envolvidos na produção, parabéns e obrigado a todos! Veja a matéria completa no linque abaixo!
 https://youtu.be/2CtpjyDJwhg

http://g1.globo.com/globo-news/via-brasil/videos/t/via-brasil/v/via-brasil-um-pedaco-da-floresta-amazonica-no-coracao-do-brasil/4845082/

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Objetivas analógicas com corpos DSLR



No antigo foto onde trabalhava havia algumas objetivas antigas da canon e da minolta sendo consumidas pelos fungos, daí por acaso descobri que com o adaptador específico poderia usar qualquer objetiva FD em corpos DSLR, depois de algumas pesquisas e poucos resultados decidi comprá-las, e testá-las nas minhas câmeras. 

Abaixo fotos tiradas com um corpo DSLR Canon 5 Dmark II e objetiva 50mm macro Minolta Rokkor, embora a nitidez seja bem aceitável houve uma leve perda nas cores.






A foto seguinte foi tirada com o mesmo corpo DSLR acoplado com adaptador de R$ 70,00 a uma objetiva 50mm canon FD. O dia era chuvoso num local de mata fechada, o resultado me agradou bastante, principalmente no que se refere a profundidade de campo e as cores naturais.



A fotos seguintes foram tirada com uma objetiva Minolta FD Rokkor olho-de-peixe 16mm, que também deram resultados interessantes. O grande desafio de usá-las é o foco perfeito e a exposição correta, já que o fotômetro fica sub exposto, e ao trabalhar com o diafragma mais fechado ( F-stop alto) escurece bastante para olhar no ocular do visor, o ideal é focar com diafragma mais aberto (F-stop baixo) como f4, por exemplo, e depois girar o anel para uma fração menor como f8 ou f16. A Objetiva Minolta 16mm agradou mais em fotografias noturnas, nas fotos sob a luz do dia entrou um ponto de luz no centro da foto, é preciso trabalhar com ela sempre contra o sol. 







No geral o custo benefício foi bastante satisfatório, não é um tipo de objetiva que você adquire para trabalhos que requer rapidez e de canas rápidas são objetivas para trabalhos culturais e hobbs e principalmente para os amantes de equipamentos antigos e para aqueles que não se conformam em ver peças tão bem trabalhadas e de mecânicas tão perfeitas sujeitas a fungos e pó, também não deixa de ser uma reutilização e economia de dinheiro, já que objetivas compatíveis a estas digitais tão valores elevados e sinceramente, dependendo do trabalho as diferenças são sutis. 

Outras objetivas foram testadas, no entanto, o resultado não foi bom, a Canon FD 135mm, 70-210mm e a 100-200mm, perderam cores e nitidez. Todas objetivas citadas também foram testadas em filmagens com corpos DSLR na T3i, 60D e a 5 D Mark II, somente a 5D que é full frame aceitou, as outras câmeras de sensor APS-C não reconheceram nenhuma das objetivas, mesmo com adaptadores. 





segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Fotografia X Consumismo

Vivemos sob o domínio do capitalismo onde o consumo é o meio e a finalidade e essa verdade se estende a todos os nichos, funções, classes... O homem é consumista e ponto. Por isso caminhamos, progredimos, matamos e morremos. No mundo da fotografia não se foge a essa regra. Se por um lado ficamos deslumbrados, fascinados com as possibilidades das novas tecnologias que irrefutavelmente abre fronteiras e expande nosso universo por outro lado ficamos escravos dos deleites e acabamos nos esquecendo do propósito real da fotografia.
            É hipócrita dizer que o fotógrafo não aprecia bons equipamentos, até porque é fato que em alguns ramos da fotografia, sim os equipamentos fazem a diferença! Mas, contudo o olhar é ainda e sempre vai ser o que move a fotografia, é fascinante pegar livros e revistas antigas e ver as belas obras de artes produzidas com 1\100% da tecnologia que se é empregada hoje em dia, parece que a capacidade deu lugar a quantidade, é mais pixel é mais zoom, mais facilidades até a quantidade de foto cresceu de maneira exorbitante, um exemplo clássico são as reportagens de casamentos, que antes era realizado com 24, 36, 48...  poses hoje são centenas de clicks. Será que o fotógrafo não tinha que pensar bem mais antes de apertar o botão? Cartier-Bresson dizia que fotografar é colocar na mesma mira a cabeça, o olho e o coração (Marigo, 2001). Mas parece que agora temos a metralhadora!
            Fotografia é arte com tecnologia, já Dizia Paul Estrand (1890-1976) que "a fotografia é a única contribuição importante da ciência para a arte", se a arte contrapõe a tecnologia à fotografia está se tornando uma arte artificial? se arte é para os artistas, se hoje todos são fotógrafos, se a fotografia é arte, logo todos são artistas? Ou a arte fotográfica deixou de existir?

            
Foto realizada com um corpo 5D Mark II e uma objetiva  analógica 16mm Minolta