sexta-feira, 17 de maio de 2013

Conhecendo a Serra da Canastra


Viagem a Serra da Canastra.

Denominação: Parque Nacional da Serra da Canastra
Localização: entre as cidades de Vargem Limpa, Delfinópolis e Vargem Limpa – MG.
Bioma: Cerrado
Atrações: Cachoeiras, campos naturais, cerrado, fauna, nascente do São Francisco, Chapadão e tradições regionais.
Quanto tempo ficar: para conhecer todas as atrações turísticas da Serra são necessários no mínimo de 4 dias para conhecer a parte alta (chapadão) e parte baixa da Serra, onde se encontra as principais cachoeiras.

Uma viagem não planejada e de ultima hora, a convite de João Paulo, presidente do Jardim Botânico de Poços de Caldas, embarquei para Serra da Canastra, juntamo-nós a bióloga Bárbara e a pedagoga “Zane”. Chegando lá, tratamos de encontrarmos um local para armar nossas barracas, o que fizemos no Camping da Crioula. Instalados fomos descansar pois a viagem foi longa e era preciso repor as energias para o dia seguinte.
Nosso roteiro era a Cachoeira Casca D’Anta, por Vargem limpa no sábado e no domingo a intenção era voltar a São Roque de Minas e subir o Chapadão, no entanto, o parque estava tomado pelo fogo, e a Cachoeira Casca D’Anta estava fechada, pois o local era rota de fuga dos animais que fugiam do fogo. Devido a isso procuramos outros roteiros nos arredores do Parque e por indicação de moradores partimos rumo a Cachoeira do Chinelo, situada numa propriedade particular, de um casalzinho, já na terceira idade, moradores numa casa de pau a pique e que segundo eles tem mais de 100 anos, uma atração à parte.
_ A viagem não seria a mesma se não conhecemos a tal casa e seus simpáticos moradores.
Mas antes fomos a Vargem Limpa, para comprar alguns artesanatos locais, e numa dessas casas de artesanatos, uma cena me chamou a atenção, um fotógrafo, fotografava Beija-flores, alguns bem típicos da região, e como um mineirinho curioso, puxei conversa, até que no meio da conversa entrou outra pessoa, que era o guia do tal fotógrafo (Infelizmente, esqueci o nome e perdi o contato desse fotógrafo), nada mais nada menos que Geiser Trivellato, fotógrafo já consagrado com diversas publicações em conceituadas revistas da área e um dos mais famosos guias de aves, guia birdwatching, um cara que sempre me serviu de referência, o que assegurou ainda mais depois de conhecê-lo devido sua simplicidade e sua competência, principalmente no que se refere à avifauna, hoje é um grande parceiro na identificação de aves.
Já na Cachoeira do Chinelo, que por sinal deixa muitas no chinelo, (desculpa o trocadilho) como suas várias quedas algumas com mais de 30 metros nos proporcionou um relaxante banho de água fria. A vegetação ripária foi outra atração a parte que embora estreita em algumas partes ainda sim é muito bela e bem preservada. Saímos da cachoeira à noitinha e a convite do casal de proprietários fomos conhecer a casa e experimentar o famoso Queijo da Canastra, que sem dúvidas é diferenciado, de sabor e textura sem igual (Imagino aquele queijo com nosso doce de leite, hummmm!).
Já no acampamento uma surpresinha desagradável, a barraca estava infestada de carrapatos, esse bichinho não esperava encontrar, mas o encontro aconteceu, foi intimo e deixou marcas.
No domingo cedo ligamos na portaria do parque e finalmente estava aberto, e sem muito enrosco partimos rumo a Cachoeira Casca D,Anta, já dentro do parque numa corredeira antes da queda, uma das nascentes do São Francisco, visualizamos o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus), mas infelizmente não foi possível fotografa-lo. Chegando a Cachoeira a cena impressionou, a queda é gigante, e em seu pé um lindo lago de água gelada, mas não tem como não banhar-se no Rio São Francisco, nos pés da Casca D Anta, uma experiência obrigatória a qualquer ser vivo.
Embora não foi possível fazer o roteiro completo a viagem foi bastante proveitosa, conhecer o Chapadão da Canastra, as tradições locais e desfrutar da hospitalidade do povo de lá foi uma experiência inesquecível. Sem citar que a serra é uma rota obrigatória para aqueles que preiteiam serem fotógrafos de natureza, a riqueza da fauna local é impressionante, as paisagens são deslumbrantes e a tradição e o povo local propiciam cenas inspiradoras.

(viagem realizada em novembro de 2012)

 
Chapadão do Canastra

Mirante em Vargem Bonita

Paredões do Canastra

Rio São Francisco

Afluente do São Francisco

Casa na portaria da Cachoeira do Chinelo
Primeira queda da Cachoeira do Chinelo
Um dos representantes da fauna local (Callithrix sp) 
Segunda queda da Cachoeira do Chinelo
Fogão de Lenha na casa da portaria da Cachoeira do Chinelo


Cachoeira Casca D Anta
Cachoeira Casca D, Anta

Flora Local (bromeliacea) 




terça-feira, 14 de maio de 2013

Conceição de Ibitipoca


Conhecendo Conceição de Ibitipoca

Sexta feira dia 11 de maio de 2013 fui surpreendido por um convite de ultima hora de João Paulo Braga, como de costume (nem João), para conhecer o Parque de Ibitipoca e como de costume não pude recusar.

Saímos de Poços de Caldas as 2;30hs no dia 12 de maio, nas companhias de Bárbara Franco e Henrique com previsão de chegar ao parque entre 8 e 9 horas o que não foi possível, mas o atraso não atrapalhou nossos planos.

Ao chegar a Ibitipoca fomos direto ao parque com a intenção de acamparmos lá dento mesmo, mas na portaria fomos surpreendidos como a notícia que o camping já estava lotado devido à presença de uma turma de estudantes da Faculdade Rural do Rio de Janeiro que já havia tomado todos os lugares, mas no fim isso não foi problema, pois conseguimos um camping a menos de 500 metros do parque, o “Camping Canto da vida”, um lugar muito bem organizado e bonito, como banheiros limpos, piscina e cercado por uma linda floresta, que no fim se tornou uma atração a parte devido as inúmeras aves, como o inhambus e tucanos, corujas, papagaios entre muitos outros.

Rapidamente armamos nossas barracas e nos dirigimos ao parque, pagamos uma justa entrada de R$ 15.00 e nos dirigimos até o centro de visitantes onde fomos bem recebidos e orientados pelo uma guia local, a partir daí restávamos escolher o roteiro, que por indicação de Henrique que já conhecia o local foi rumo ao Pico do Pião.

Pé na trilha o caminho foi longo mais de 6 km, no caminho as várias atrações, como grutas, corredeiras e lindas paisagens faz com que a longa subida por caminhos irregulares e pedregosos tornasse imperceptível. As trilhas são largas e muito bem sinalizadas, há também de se notar que em raras exceções o caminho é muito limpo. 

O Parque de Ibitipoca chama a atenção pelo seu solo rochoso e pela presença predominante, claro, de plantas rupestres, como muitas gramíneas, velloziaceas e orquidáceas, no entanto, nos trechos mais baixos a vegetação predominante são as florestas ombrófilas, chamada pelos conterrâneos de Mata Grande, vegetação que contorna as grutas e corredeiras que cortam o parque.  As grutas com certeza são uma das principais atrações que chamam a atenção pela extensão e pela altura, principalmente as grutas dos Viajantes, do Pião (rota do Pico do Pião) e a gruta dos Fugitivos e dos Três Arcos (rota Janela do Céu).

Voltando a rota, depois de 4 horas de caminhada com paradas chegamos ao Pico do Pião, de onde é possível ter uma boa visão do parque e de toda a região, depois de apreciar a paisagem e fazer algumas fotos do anfitrião, uma simpática Maria-preta-rupestre, que já acostumada com os visitantes nem se importou com nossa presença e até fez pose para as fotos.

Quem subiu tem que descer, e isso com certeza não era problema, já cansados pela viagem e pela longa trilha, tudo o que mais queríamos era descansar e comer algo bem consistente como um bom prato de feijão com arroz. E foi o que conseguimos depois que chegamos à vila de Ibitipoca já noitinha. A culinária de Conceição de Ibitipoca não foi o ponto forte da viagem, talvez por ser fora de temporada e por ser uma sábado à noite, o máximo que conseguimos foi uma refeição fria e sem muitas alternativas.

Depois de uma boa noite de sono, acordamos bem cedo fizemos um café bem reforçado e partimos rumo a Janela do Céu, com certeza a mais bela atração do Parque. O Caminho não foi muito diferente, uma longa caminhada subindo e com algumas paradas nas grutas do roteiro, gruta dos Fugitivos e dos Três Arcos, lindas! O que diferenciou foi uma lombada de onde a visão é fantástica principalmente quando se aproxima dos paredões de pedra que circundam o parque.

Depois de cinco horas de caminhada chegamos ao ponto máximo do passeio, a linda Janela do Céu, que com certeza é uma das mais belas obras da natureza do Brasil; Uma grota cortada por águas cristalinas que nascem dentro do parque e que desabam numa cachoeira acima das montanhas da região. A vegetação ribeirinha forma uma “janela” onde o céu se espelha criando uma paisagem mágica, as rajadas de vento sopram a água de volta criando a sensação de que esta chovendo de baixo para a água é fria e as pedras são douradas. A junção de todos esses fatores faz da Janela do Céu, “um pedacinho do Céu na terra”, é indescritível só vendo para saber.

Infelizmente era preciso voltar, mas como estávamos em Ibitipoca, ainda tinha muito para se ver, como a Cachoeirinha, uma linda queda d’água que cai num cânion  , e isso a menos de 1 km da Janela do Céu. O Caminho de volta trouxe surpresas como pegadas do lobo-guará e uma jararaquinha, que o João quase pisou em cima, mas para a sorte do João da serpente não aconteceu. E finalizando o passeio fomos até a Ponte de Pedras, outra obra prima da natureza, onde simplesmente um rio passa dentro de gruta de pedras, com mais ou menos uns 30 metros de altura e uns 40 metros de comprimento.

O Parque de Ibitipoca é uma boa pedida para amantes da natureza, aventureiros e para todos aqueles que gostam de contemplar as coisas boas e saudáveis da vida, um lugar diferenciado por natureza e por sua gente simples. Deixo minha experiência com intuito de divulgar o ecoturismo que sem dúvidas é umas melhores alternativas de renda, e que o Brasil embora tão farto desses atrativos ainda é pouco e mal explorado.


Igreja Conceição de Ibitipoca
 
Centro do Visitantes dentro do parque
 
Paredões que circundam o parque


 
Pico do Pião

Maria-preta-rupestre


Paisagem Local

Campos rupestres
Boa sinalização

Trilhas e sinalizações
 

Gruta dos Três Arcos
Janela do Céu

Bromélias Janela do Céu
 

Espelho d`´água

Cachoeira visualizada de cima


Gruta dos Fugitivos

Avifauna rupestre
Orquidaceae

Avifauna Local (choquinha)

 

Vegetação Rupestre

orquidaceae

Fauna local
Flora do parque
Parte alta do Parque
Jararaca (Bothrops sp)
 
O pão de canela é boa pedida da culinária local

Para maiores infomações ou para adquirir imagens entre contato.

domingo, 5 de maio de 2013

Fotografia aplicada à pesquisa em campo nas áreas ambientais.


Fotografia e pesquisa científica em campo

A fotografia como fim científico ganhou adeptos em meados do século XIX, para retratar fenômenos, eventos naturais e também para a observação de animais e humanos. Como antropólogos que usavam a fotografia de viajantes para investigações de povos primitivos e criar tipologias raciais. Outro uso da fotografia para uso científico era empregada para evidenciar sinais de diferenças raciais, capacidade física e mental, doenças e anormalidades. Só para exemplificar a versatilidade da fotografia com fins científico o médico e psicólogo britânico Havelock Ellis (1859-1939), utilizou fotografias de detentos para explicar sua teoria de degeneração no livro The Criminal ( O Criminoso, 1890).

E cada vez mais a fotografia foi sendo empregada como complemento e base para fins científicos em diversas áreas, como: biologia, psicologia, astronomia, antropologia, etc. Hoje a fotografia continua sendo aplicada nos mais diversos fins científicos, sobre tudo em estudos de campo, seja em laboratórios ou em campo propriamente dito.

Um dos usos mais conhecidos em fotografias de campo da área ambiental é a fotografia de animais em armadilhas fotográficas, onde a técnica consiste em acoplar uma maquina fotográfica com sensores infravermelhos numa árvore e esta é disparada quando se passa um animal no raio dos seus censores. Esta técnica é uma boa ferramenta no lavamento de fauna, sobretudo de mamíferos de médio e grande porte e aves de grande porte. No entanto, esta técnica tem suas limitações, como na qualidade das imagens captadas como na limitação do seu espaço, embora estas câmeras sejam instaladas em locais estratégicos ainda sim a incidência de captura é bastante limitada por estarem fixadas.

A importância de um fotógrafo em campo para pesquisas científicas.

A presença de um fotógrafo em campo pode ser extremante proveitoso em diversos trabalhos principalmente aos relacionados à fauna e a flora, veja algumas vantagens:

·         Auxílio na identificação pós-campo (flora); _ Em levantamentos de flora quando se faz a coleta para posterior prensagem e exsicatas é extremamente importante retratar a planta em seu ambiente natural mostrando seus aspectos vitais. (Fauna)_ Levantamentos de fauna não consiste apenas em visualização, mas como também na análise das suas pegadas, como rastros, fezes,  marcas em árvores e carreiros o registro preciso e com as devidas técnicas facilita bastante para posterior identificação e ilustração da pesquisa.

·         Ilustração dos trabalhos em campo; Tanto um professor acadêmico como um aluno podem ter proveitos na documentação fotográfica dos seus trabalhos. Os professores para posteriormente passar aos seus alunos, descrevendo, dificuldades, técnicas e artimanhas. Aos alunos da mesma forma justificar seu trabalho descrevendo etapas e métodos aplicados, além da ilustração dos resultados o que posteriormente pode lhe ser um útil portfólio.

·         Ilustração de levantamentos em parques e projetos socioambientais; _ Na criação de parques os lavamentos quali-quantativos são de extrema importância para se conhecer a área e assim tomar as atitudes cabíveis e indicadas, como também usar destas informações para projetos educacionais que podem ser usados dentro ou fora dos parques e numa outra finalidade ainda mais importante criar um banco de dados para projetos posteriores e complementares. Nesse intuito a ilustração e documentação fotográfica se torna um objeto essencial tanto dos trabalhos em si como da ilustração dos resultados, como o inventário fotográfico de alguns espécimes vegetais e animais e a ilustração fisiográfica do local.

·         Fotos profissionais; _ Quando se usa equipamentos amadores ou sem as devidas técnicas há o risco de perder detalhes como cores, manchas e características como tamanho e proporções corporais e estruturais.

·         Complemento profissional; _Quando se trata de pesquisa em campo a multidiciplinaridade da equipe técnica elevará as chances de êxitos nos resultados finais, por isso, um fotógrafo com experiência não só dará auxilio como dará mais credibilidade ao projeto.

·         Valor final do projeto; _ Com certeza aderir um novo profissional pode aumentar os custos do projeto, mas é indiscutível o ganho de valor agregado nos resultados finais. Um projeto bem ilustrado não só será mais didático e ornamentado como também ganhará credibilidade e aplicabilidade.  

 

Cada projeto de pesquisa tem suas peculiaridades e finalidades, mudando assim o foco e as técnicas de ilustração para saber mais entre em contato. Preço especial para projetos socioambientais e estudantes.
Na imagem acima uma tarântula é manipulada por um entomólogo experiente.

Nesta imagem de Flávio Torres retiro uma ave de uma rede neblina, na época trabalhava como auxiliar de pesquisa.

Esxicata sendo preparada em campo

Ornitólogo observando aves

Pegada de um mamífero, note a pilha ao lado servindo como referência para o tamanho da pegada.
Armadilha fotográfica
Imagem captada por uma armadilha fotográfica.

O DAP de uma árvore sendo medido

 
 

 

 

 

Fotografia em Educação Ambiental


Fotografia em educação ambiental.

Qual é o poder da imagem? É possível vivermos num mundo sem fotografias? _ É difícil imaginarmos um mundo sem o uso da fotografia, desde que a fotografia foi inventada em 1839 (CAMPANY 2012) já teve as mais diversas aplicações, serviu como testemunho  de grandes fatos históricos, ilustrou os mais diversos fatos e acontecimentos. E hoje, nos dias atuais uma era absolutamente estética a fotografia tornou-se uma grande ferramenta de venda de produtos, marcas, marketing e até mesmo de alto-divulgação para os mais variados fins, basta analisarmos a redes sociais para que possamos ter uma noção do poder da fotografia. Mas qual é o verdadeiro nicho da fotografia no contexto social da era atual? Talvez essa seja uma questão que não há como mensurar, no entanto, é inegável que é vital em diversas aplicações, como em educação ambiental por exemplo. A educação ambiental hoje tem como objetivo a interação e a conscientização do homem frente às grandes questões ambientais e que tem grande função na organização e estruturação das sociedades e do espaço, abarcando desde um simples cidadão a uma grande empresa.

Com o desenvolvimento industrial e tecnológico o homem foi se afastando do contato direto com a natureza selvagem. As grandes cidades se tornaram berço, esconderijo e local de caça do homem e tal alusão é tão intensa que esquecemos ou mesmo não sabemos que ainda somos e sempre seremos dependentes diretos dos recursos naturais: O leite não vem do saquinho, o petróleo é um recurso mineral que um dia irá acabar. Mas o que a fotografia tem com isso?

Cabe aos fotógrafos (de natureza ou adeptos) mostrar que a natureza ainda existe, é linda e não somente; é vital ao homem e que do mesmo modo que precisamos dos ambientes alterados precisamos de ambientes intocáveis para a manutenção de outros grandes serviços ambientais tão essenciais ao homem, como clima, água potável e fonte de recursos. Cabe à fotografia mostrar as mudanças que estamos fazendo no ambiente, assim como mostrar que estamos causando danos ao meio ambiente e consequentemente a os mesmos. Como é cada vez mais difícil levar o homem a natureza, o que seria o ideal, então cabe ao fotografo (de natureza) trazer a natureza revelada ao homem.

Por diversas vezes usei imagens de natureza em palestras com crianças. É indescritível o poder que estas imagens têm de chamar a atenção da criançada. E mesmo com adultos estas imagens fascinaram, espantam, chocam, comovem... No entanto, a imagem é apenas uma ferramenta. A informação ainda é o melhor argumento que podemos e devemos usar, embora imagens também sejam informativas elas são complementares mesmo que possam despertar mais do que qualquer outra ferramenta, no entanto,  imagens são interpretativas ou mesmo podem ser manipuladas pelo fotógrafo.

Se olharmos para uma foto de uma onça na beira de um rio, podemos ter a falsa impressão que esta tudo legal: Que o rio está limpo, que existem muitas onças, que elas estão ali porque tem muito alimento e que tudo está lindo e maravilhoso. Enquanto a realidade pode ser bem diferente: estas onças estão ameaçadas de extinção por perda de habitat, o rio onde elas estão às margens está poluído e por isso está pobre de peixes, sendo assim não há outros predadores, que seriam predados pela onça, a onça com fome ataca o gado dos fazendeiros que por sua vez matam as onças para defender seu rebanho. A verdade é: A imagem é linda, mas não é somente linda esta imagem simboliza muita coisa. Uma boa foto, só é boa se tiver contexto. Não que fotografia de vida selvagem não possa ser usada como ferramenta de educação ambiental, pelo contrário, deve-se usá-las, somente pelo fato de sermos estéticos sua aplicação já é justificável. A beleza retratada da vida selvagem pode nos levar a refletirmos o que estamos e como estamos tratando nosso ambiente.

Sem dúvidas a fotografia é uma grande ferramenta na educação ambiental e social, sejam estas de natureza selvagem, de alterações causadas pelo homem, de atitudes e iniciativas pessoais e/ou sociais, enfim as possibilidades são desmedidas e tudo dependerá do olhar do fotógrafo e do olhar de quem vê as fotos.
resurgindo das cinzas

Ciclo da vida

Plantar para colher

Cadeia alimentar

Repensar